segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Bruno de Menezes

    nasceu em 21 de março de 1893, era de origem pobre, nascido e criado no bairro do Jurunas, na cidade de Belém, no Pará. Vivendo em meio a embarcações e batuques, emergiam, em seus territórios de vida, imagem das contradições de um cidade rica para poucos e miserável para muitos . Foi folclorista  e antropologo 
Bruno de Menezes vivenciou a transformação socioeconômica de Belém, anos 20 e isso marcou profundamente suas letras.
Bruno foi um lutador incansável, homem ligado diretamente às cooperativas relacionadas à terra, preocupado com as desigualdades sociais existentes, uma mente  com fervor revolucionário que visibilizou negros, prostitutas e flagelados, denunciando  as iniquidades por meio de seus escritos, quebrando o paradigma de se falar pela classe  menos favorecida, pois em Bruno a margem tem voz, história e importância
SEUS CARGOS:
se tornar Diretor do Departamento do  Estado do Pará de Cooperativismo
Comissão Paraense de Folclore
Academia dos Poetas Paraenses
fundou a revista literária Belém Nova

Livros de poesia:  Crucifixo - 1920; Bailando no Lunar - 1924; Poesia - 1931; Batuque - 1931; Batuque, em braile - 2006; Lua Sonâmbula - 1953; Poema para Fortaleza - 1957; Onze Sonetos - 1960.


Entre Poéticas e Batuques: BRUNO DE  MENEZES e seu BATUQUE.


poemas Batuque, publicado em 1930,parnasiana e simbolista, propagador do modernismo.
O ritmo forte e vibrante marcado pela cadência das palavras e dos instrumentos musicaismostra, em Batuque, a evolução de um ritual negro, acompanhado pelo erotismo dos corpos em requebros e preparação para o amor. sinestesia olfativa se materializa no aroma das barracas de cheiro do Ver-o Peso ou na receita do banho cheiroso

teixos de textos:
Quem mais teu leite amamentou, Mãe Preta?...
Luiz Gama? Patrocínio Marcílio Dias?
A tua seiva maravilhosa
sempre transfundindo o ardor cívico, o talento vivo,
o arrojo máximo!
Dos teus seios, Mãe Preta, teria brotado o luar?
Foste tu que na Bahia alimentaste o gênio poético
de Castro Alves? No Maranhão a glória de Gonçalves Dias?
Teria ungido a dor de Cruz e Souza? (MENEZES, 2005, p. 31)
ESCREVIA SOBRE BELÉM :

Joao Alfredo a minha rua progressista 
das joalheiras e das grandes lojas!!
A ti, a Exaltaçao de um sonho Futurista,
-salamandra da cor, que a luz do sol te rojas(...)


A literatura negra não é só  uma questão de pele, é uma questão de mergulhar em determinados sentimentos de nacionalidade, enraizados na própria historia do africano no Brasil e sua descendência,trazendo um lado do Brasil que é camuflado”(CUTI 2010)

Carolina Maria de Jesus

Mulher, negra, mãe escritora, pobre e favelada.
Carolina Maria de Jesus
           “Eu vivo para o meu ideal”.- Carolina Maria de Jesus

Amava as palavras e tinha certeza de quem era: mulher, preta e poetisa. Seu sonho e maior objetivo era ser publicada. Catadora de papel e moradora da favela do Canindé, em São Paulo, Carolina escreveu sobre suas vivências.


Livros:

 quarto de despejo- diário de uma favelada
Fome
Diário de bitita
Casa de alvenaria
Meu estranho diário


O gênero que Maria participava  confessional, cujas narrativas centram-se na vivência do próprio eu e suas singularidades .

 A tontura do álcool nos impede de cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago” (JESUS, 2007, p. 45).- quarto de despejo.

“Escrevo a miséria e a vida infausta dos favelados.  Eu era revoltada, não acreditava em ninguém. Odiava os políticos e os patrões, porque o meu sonho era escrever e o pobre não pode ter ideal nobre. Eu sabia que ia angariar inimigos, porque ninguém está habituado a esse tipo de literatura. Seja o que Deus quiser. Eu escrevi a realidade. ”


Sentei ao sol para escrever. A filha da Silvia, uma menina de seis anos,
passava e dizia: 
_ Está escrevendo, negra
fidida!
A mãe ouvia e não repreendia. São as mães que instigam. (Quarto de
Despejo, p.24)

Carolina de jesus foi uma grande representante de um montante da população negra que ainda está nas favelas. Ela sendo uma mulher dos anos 60 reflete uma realidade que é tao comum atualmente e ate quando isto vai ser tao comum?
Devemos ler Carolina , pois devemos refletir está realidade .💚





sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Outra discuçao fenomenal ocorreu na ufpa - universidade federal do pará onde se discutil o racismo institucional, ate pouco tempo atras nao sabia o que era , só que indo estudar para um trabalho descubri e percebi que é uma porra loca. Isto nao está nem um pouco longe de nossa realidade pois vemos que pessoas negras sao mortas, presas, acusadas por serem negras todo o santo dia, por isto devemos discutir e levar a discuçao para todos os setores sociais , vamos empoderar as pessoas de conhecimento para que essa realidade nao continue.✌

Novembro um grande mes onde se afloram  dicussoes perante o papel do negro na presente sociedade em que vivemos , o quao é importante isto, pois somos esquecidos em todos os meses , tem que se falar , guitar pois isto é resistencia . Ontem fui para uma mesa na uepa , no holl onde o tema era as religioes de matrizes africanas, pude concluir dai que a gente tem muito ainda que lutar. Numa realidade em que religioes de matrizes africanas estao sendo deixadas de lado pelo estado e poder publico, se torna uma realidade preocupante, uma vez que maes de santo e pais estao sendo ameaçados ou mortos por suas e religioes é uma realidade cruel, isto tudo por causa de um preconceito que sinceramente nao se explica. 
É claro que apesar dessa realidade revoltante, nao devemos ficar calados , é resistir pesisti, escrever e fazer, vamos estudar mas sobre o assunto, vamos propor mas discuçoes , e esclarecer a mente de quem ainda tem o racismo consigo. Meu grande desejo que todos se respeitem.☺✌