Mulher, negra, mãe escritora, pobre
e favelada.
Carolina Maria de Jesus
“Eu vivo para o meu
ideal”.-
Carolina Maria de Jesus
Amava
as palavras e tinha certeza de quem era: mulher, preta e poetisa. Seu sonho e
maior objetivo era ser publicada. Catadora de papel e moradora da favela do
Canindé, em São Paulo, Carolina escreveu sobre suas vivências.
Livros:
quarto de
despejo- diário de uma favelada
Fome
Diário de bitita
Casa de alvenaria
Meu estranho diário
O gênero que Maria
participava confessional, cujas
narrativas centram-se na vivência do próprio eu e suas singularidades .
A tontura do álcool nos impede de cantar. Mas a da fome
nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago” (JESUS,
2007, p. 45).- quarto de despejo.
“Escrevo a miséria e a vida infausta dos favelados. Eu era revoltada, não acreditava em ninguém.
Odiava os políticos e os patrões, porque o meu sonho era escrever e o pobre não
pode ter ideal nobre. Eu sabia que ia angariar inimigos, porque ninguém está
habituado a esse tipo de literatura. Seja o que Deus quiser. Eu escrevi a
realidade. ”
Sentei ao sol para escrever. A filha da Silvia, uma menina de seis anos,
passava e dizia:
_ Está escrevendo, negra
fidida!
A mãe ouvia e não repreendia. São as mães que instigam. (Quarto de
Despejo, p.24)
Carolina de jesus foi uma grande representante de um montante da população negra que ainda está nas favelas. Ela sendo uma mulher dos anos 60 reflete uma realidade que é tao comum atualmente e ate quando isto vai ser tao comum?
Devemos ler Carolina , pois devemos refletir está realidade .💚



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